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segunda-feira, 13 de maio de 2013
quarta-feira, 3 de abril de 2013
sexta-feira, 8 de março de 2013
Superar os nossos limites
"Everybody is a genius. But if you judge a fish by its ability to climb a tree it will live its whole life believing that it is stupid" Albert Einstein, dixit
e não é que afinal o peixe até sobe árvores e mais..até voa!
(Ultrapassar os limites e classificações tacanhas que outros nos tentam impor e , principalmente, ultrapassar os nossos medos e inseguranças que daí possam ter resultado, sabe tão, mas tão bem.)
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
matar a sede com água salgada
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
... Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
(Miguel Torga)
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
o que tem que não ser
"A pálida luz da manhã de Inverno,
O cais e a razão
Não dão mais esperança, nem uma esperança sequer,
Ao meu coração.
O que tem que ser
Será, quer eu queira que seja ou que não.
No rumor do cais, no bulício do rio
Na rua a acordar
Não há mais sossego, nem um vazio sequer,
Para o meu esperar.
O que tem que não ser
Algures será, se o pensei; tudo mais é sonhar."
Fernando Pessoa
amar = não pensar
http://www.youtube.com/watch?v=b5ZjPD0eARE
(...)
(...)
"Eu não tenho filosofia: tenho sentidos
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ...ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar."
Alberto Caeiro
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ...ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar."
Alberto Caeiro
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
una palabra
http://www.youtube.com/watch?v=PTcYCcQ3oj4
"una palabra
no dice nada
y al mismo tiempo
lo esconde todo...
igual que el viento
que esconde el agua
como las flores
que esconde el lodo...
una mirada
no dice nada
y al mismo tiempo
lo dice todo...
como la lluvia sobre tu cara
o el viejo mapa
de algun tesoro...
como la lluvia sobre tu cara
o el viejo mapa
de algun tesoro...
una verdad
no dice nada
y al mismo tiempo
lo dice todo...
como una hoguera
que no se apaga
como una piedra
que nace polvo...
Si un dia me faltas
no sere nada
y al mismo tiempo
lo sere todo...
porque en tus ojos
estan mis alas
y esta la orilla donde me ahogo...
porque en tus ojos
estan mis alas
y esta la orilla donde me ahogo..."
Carlos Varelahttp://www.youtube.com/watch?v=PTcYCcQ3oj4
Desejos
«J’aime avec passion la vie, j’abomine l’idée de devoir mourir. Je suis terriblement avide, aussi, je veux tout de la vie, être une femme et aussi un homme, avoir beaucoup d’amis, et aussi la solitude, travailler énormément, écrire de bons livres, et aussi voyager, m’amuser, être égoïste, et aussi généreuse… Vous voyez, ce n’est pas facile d’avoir tout ce que je veux. Or quand je n’y parviens pas, ça me rend folle de colère. »
Simone de Beauvoir.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
"Um pouco mais de sol – eu era brasa,
Um pouco mais de azul – eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa…
Se ao menos eu permanecesse aquém…
Assombro ou paz? Em vão… Tudo esvaído
Num grande mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho – ó dor! – quase vivido…
Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim – quase a expansão…
... Mas na minh’alma tudo se derrama…
Entanto nada foi só ilusão!
De tudo houve um começo … e tudo errou…
— Ai a dor de ser — quase, dor sem fim…
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou…
Momentos de alma que,desbaratei…
Templos aonde nunca pus um altar…
Rios que perdi sem os levar ao mar…
Ânsias que foram mas que não fixei…
Se me vagueio, encontro só indícios…
Ogivas para o sol — vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios…
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí…
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi…
Um pouco mais de sol — e fora brasa,
Um pouco mais de azul — e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe de asa…
Se ao menos eu permanecesse aquém…"
Mário de Sá Carneiro
Um pouco mais de azul – eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa…
Se ao menos eu permanecesse aquém…
Assombro ou paz? Em vão… Tudo esvaído
Num grande mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho – ó dor! – quase vivido…
Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim – quase a expansão…
... Mas na minh’alma tudo se derrama…
Entanto nada foi só ilusão!
De tudo houve um começo … e tudo errou…
— Ai a dor de ser — quase, dor sem fim…
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou…
Momentos de alma que,desbaratei…
Templos aonde nunca pus um altar…
Rios que perdi sem os levar ao mar…
Ânsias que foram mas que não fixei…
Se me vagueio, encontro só indícios…
Ogivas para o sol — vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios…
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí…
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi…
Um pouco mais de sol — e fora brasa,
Um pouco mais de azul — e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe de asa…
Se ao menos eu permanecesse aquém…"
Mário de Sá Carneiro
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